Construído no século XVII, o Casarão Olhos D’Água, hoje é patrimônio histórico de Feira de Santana, cidade que completa neste sábado (18), 188 anos de emancipação política.

Atualmente, o local possui um memorial em homenagem à heroína Maria Quitéria e salas dedicadas às Academias Feirenses de Letras e Artes e à Academia de Educação. Desde o ano passado, o local também passou a ser chamado de  Casa da Cultura. 

Em entrevista ao Acorda Cidade, o presidente da Fundação Egberto Costa, Antônio Carlos Coelho, explicou que por muitos anos, foi informado que o local, tinha sido a primeira habitação dos fundadores do município, Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, mas pesquisas apontam que o casal teve como moradia, uma casa onde hoje é a Catedral Metropolitana de Feira de Santana.

“Na história de Feira, estava registrado que o Casarão Olhos D’Água foi a casa de Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, os fundadores de Feira de Santana, porém muitos anos depois, o nosso saudoso Monsenhor Renato Galvão que era muito curioso e estudioso da história de Feira de Santana, resolveu fazer uma pesquisa na Biblioteca Pública Central da Bahia em Salvador. Lá, ele conseguiu provar à Câmara Municipal de Feira de Santana através de um documento, que hoje já está nos anais da Câmara, que o Casarão, nunca foi a casa de Domingos Barbosa e Ana Brandoa. Eles ergueram uma capela próximo à residência onde moravam, essa capela hoje é a Catedral da Matriz, só que ninguém até hoje identificou qual foi a casa”, explicou.

Ainda presente nos estudos feitos pelo Monsenhor Renato Galvão, ficou comprovado que o Casarão dos Olhos D’Água, foi um ponto de apoio para os tropeiros que viajavam para o extremo sul da Bahia, segundo o presidente.

“O Casarão tem o seu valor histórico comprovado pelo próprio Monsenhor Galvão, que ali era um ponto de apoio para os tropeiros, o comércio que era feito lá naquele século e tudo era feito nas tropas de burros. Tinham uns viajantes que conduziam esses burros para depois vender as diversas mercadorias pelos sertões da Bahia, para extremo sul do estado. Então aqui no Casarão, era o ponto de apoio, onde dormiam, se alimentavam, passavam dias descansando, então esse é o verdadeiro valor histórico do Casarão dos Olhos D’Água, por ter sido uma das primeiras casas também de Feira de Santana e por promover esse apoio ao comércio dos tropeiros”, afirmou.

De acordo com o presidente Antônio Carlos Coelho, o Casarão desde a fundação, já passou por duas reformas, com o objetivo de manter o patrimônio cultural por muitos anos.

“Esse prédio que pertence a Fundação Pedra, sofreu a primeira reforma ainda na época do Governador Paulo Souto, e aqui na gestão era o prefeito José Ronaldo de Carvalho. Essa recuperação teve o apoio do Faz Cultura e da Pirelli, e um período depois, o Casarão acabou desabando pela metade porque não estava tendo uma conservação. Então a Fundação procurou o ex-prefeito José Ronaldo para firmar um convênio, para que a prefeitura pudesse administrar o prédio, isso foi feito e nós assumimos tudo isso aqui e recuperamos o Casarão pela segunda vez com os recursos da prefeitura”, explicou Antônio Carlos Coelho ao Acorda Cidade.

Ainda segundo Antônio Carlos, o Casarão foi restaurado e implantado um memorial à Maria Quitéria e salas dedicadas às Academias Feirenses de Letras e Artes, Academia de Educação, Instituto Histórico Geográfico e Academia de Ciências Jurídicas.

“O prefeito Colbert Martins que já tinha assumido a prefeitura, nos determinou que aqui no Casarão fosse implantada um memorial em homenagem à heroína Maria Quitéria e cedesse uma sala as Academias de Letras de Feira de Santana, de Artes e Instituto Geográfico e Histórico da cidade. Quando reinauguramos este espaço, foi justamente em plena pandemia, e em conversa com o prefeito, não poderíamos inaugurar um equipamento para ficar com as portas fechadas, e como o espaço aqui é bem amplo, temos várias janelas e portas, é um espaço ventilado, nosso Casarão está com funcionamento ao público”, informou.

Neste período de pandemia, as visitas ao Casarão estão acontecendo apenas no horário vespertino. Segundo o presidente da Fundação Egberto Costa, a expectativa é que em breve uma campanha em parceria com escolas e universidades seja feita para que estudantes possam ter acesso à unidade.

“As visitas estão acontecendo aqui esporadicamente, ainda não temos grandes visitas, até porque ainda não é permissível diante da pandemia. Mas estaremos junto com o prefeito, elaborando uma ampla divulgação junto com as universidade, junto com as faculdades, junto com os colégios, sobre a existências do Casarão Olhos D’Água e com o memorial de Maria Quitéria e tenho certeza que isso aqui vai bombar, no momento que chegue ao conhecimento de todos os estudantes”, concluiu.

O Casarão fica na R. Dr. Araújo Pinho, 1331 – Olhos D’agua, Feira de Santana – BA, CEP: 44003-456.

Proprietários de estabelecimentos comerciais próximos ao viaduto Wilson Falcão, que liga as avenidas Maria Quitéria e Fraga Maia, reclamam de lentidão nas obras de duplicação do equipamento.

De acordo com o comerciante Ricardo Brandão, proprietário de uma loja na Avenida Fraga Maia, depois do início das obras o movimento caiu muito na área do entorno do viaduto e muitos estabelecimentos fecharam as portas por causa disso.

“Depois dessas obras no viaduto, nosso movimento caiu em torno de 80% e alguns estabelecimentos já fecharam. A gente liga para prefeitura, e dizem que estão fazendo. Eles fazem a obra hoje e amanhã param. Essa obra está causando um grande problema aos moradores, um engarrafamento terrível”, reclamou o empresário.

Ainda de acordo com ele, poucos homens trabalham na duplicação e as obras só acontecem mais no período da manhã. “Eles tinham que trabalhar sábado e domingo. À tarde fica vazio, só funciona mais pela manhã. Tem dias que tem bastante gente trabalhando, tem dias que tem poucos homens”, afirmou.