O prefeito José Ronaldo incorporou à frota do transporte coletivo urbano de Feira de Santana, na manhã desta terça-feira (11), mais quatro ônibus com ar-condicionado, para garantir mais conforto aos usuários. Os veículos, com capacidade de transportar até 80 passageiros, são da empresa São João e vão servir à linha do bairro Aviário.

Ao apresentar os ônibus na porta do Paço Municipal Maria Quitéria, na avenida Getúlio Vargas, o prefeito José Ronaldo ressaltou o compromisso do Governo Municipal de investir na mobilidade urbana, oferecendo um transporte coletivo de melhor qualidade, com mais conforto e segurança.

A renovação da frota de ônibus do transporte coletivo urbano de Feira de Santana, conforme o prefeito José Ronaldo, deve prosseguir com novas substituições nos próximos dias. “Até a próxima semana devemos entregar outros 7 ônibus da empresa Rosa para renovar a frota com veículos com ar-condicionado”, destacou.

O secretário de Mobilidade Urbana, Sérgio Carneiro, informa que os veículos já entram em operação nesta quarta-feira (12) e que todos possuem rampas elevatórias para garantir a acessibilidade dos cadeirantes. E destacou que estas linhas do Aviário contemplam também usuários do 35º BI e do complexo hospitalar.

O diretor da empresa São João, Abel Soares, informou que esta é mais uma etapa de renovação da frota, sendo que dos quatro veículos apresentados na manhã desta terça-feira (11), dois deles são com suspensão a ar, o que proporciona mais conforto e segurança aos usuários. Também ressaltou que a substituição dos quatro ônibus da linha do bairro Aviário vai assegurar que todos os ônibus que passam pelo complexo hospitalar do Clériston Andrade e Hospital da Criança sejam climatizados.

Durante a apresentação dos novos ônibus, também estiveram presentes o vice-prefeito Pablo Roberto; os secretários de Comunicação, Joilton Freitas; de Governo, Luiz Carlos Bahia Neto; de Administração, Sandra Peggy; e o procurador-geral do Município, Guga Leal.

Fotos: ACM e Jorge Magalhães

Que notícia boa! Uma tecnologia inovadora está mudando a vidas de pacientes paralisados e fazendo com que eles voltem a andar de novo. A interface conecta o cérebro à coluna vertebral com uma cirurgia minimamente invasiva. Um paciente conseguiu ficar de pé e andar apenas 24 horas após o procedimento!

A partir de inteligência artificial e neuroestimulação, a tecnologia inventada por pesquisadores chineses do Zhongshan Hospital e do Instituto de Ciência e Tecnologia para Inteligência Inspirada no Cérebro da Universidade Fudan, apresentou resultados impressionantes.

Entre os pacientes, está um homem que, após 2 anos sem conseguir andar, deu seus primeiros passos novamente. O sucesso do método mostra que a comunicação entre o cérebro e a medula espinhal pode ser restabelecida, algo antes tido como impossível.

Como funciona

O projeto criou um dispositivo que é implantado no cérebro do paciente e que se conecta a sensores na medula espinhal. Esses sensores são responsáveis por interpretar os sinais cerebrais e transformá-los em estímulos elétricos para ativar os músculos das pernas.

Assim, o paciente consegue recuperar os movimentos de forma natural e coordenada.

Além do implante, o sistema usa inteligência artificial para aprender os padrões de movimento de cada usuário. Com o passar do tempo, o dispositivo se adapta, melhora a precisão dos movimentos e torna a caminhada mais fluida.

Resultados incríveis

Um dos pacientes, que ficou paraplégico após um acidente, caminhou novamente após meses de treinamento com o sistema.

Com a tecnologia, ele conseguiu controlar seus próprios movimentos sem depender de estímulos externos.

Segundo o grupo responsável, a interface cérebro-coluna não ajuda apenas na locomoção, mas também estimula a recuperação dos nervos danificados.

Futuro da tecnologia

Agora, os especialista querem aprimorar ainda mais a inovação.

No futuro, a interface pode ser usada para tratar outras condições neurológicas, como lesões na medula espinhal, AVCs e até mesmo doenças degenerativas.

Com o avanço da pesquisa, a expectativa é que o tratamento possa se tornar acessível para um número maior de pacientes.

A interface cérebro-coluna triplamente integrada teve resultados impressionantes. - Foto: Universidade de Fudan

A interface cérebro-coluna triplamente integrada teve resultados impressionantes e fez pacientes paralisados voltarem a andar novamente. – Foto: Universidade de Fudan

Depois de 7 anos de angústia, um garoto sequestrado foi finalmente encontrado, após a repercussão da história dele em uma série documental da Netflix.

Abdul Aziz Khan sumiu em 2017, em Atlanta (EUA) e desde então seu paradeiro era um mistério. O caso ganhou uma reviravolta quando policiais atenderam a uma ocorrência de invasão em uma casa na cidade de Highlands Ranch.

Chegando lá, os agentes encontraram Abdul, agora com 14 anos, junto com outra criança. A família, que ficou quase uma década sem notícias sobre o paradeiro do menino, agora comemora a volta do jovem para casa!

Desaparecimento inesperado

Abdul foi levado pela própria mãe, Rabia Khalid, em novembro de 2017, quando tinha apenas sete anos.

Na época, a mulher não tinha a guarda legal do filho.

Desde então, a família paterna procurou por vários anos. Eles espalharam cartazes e pediram ajuda por alguma pista que levasse ao paradeiro da criança.

Reencontro por acaso

A descoberta veio em 23 de fevereiro, durante uma investigação policial.

O dono do imóvel percebeu a invasão pelas câmeras de segurança e acionou as autoridades.

Quando chegaram ao local, encontraram Abdul no carro com uma criança menor.

Como a repercussão do documentário “Unsold Mysteries”, que fala sobre desaparecimentos misteriosos, os oficiais reconheceram o menino.

Família celebrou

Imediatamente, os suspeitos, Rabia Halid e Elliot Blake Bourgeois, foram presos. Eles enfrentam várias acusações, como sequestro, falsificação, roubo de identidade e invasão de propriedade.

Já os familiares de Abdul, postaram um comunicado agradecendo todo o apoio recebido ao longo dos anos.

“Estamos cheios de alegria por ele ter sido finalmente encontrado. Agradecemos especialmente ao Gabinete do Xerife do Condado de Douglas pelo trabalho excepcional na solução deste caso.”

Agora, as duas crianças encontradas com os suspeitos estão sob custódia protetora. Em breve a Justiça vai decidir para onde elas serão encaminhadas.

A família paterna pediu privacidade para lidar com a situação e ajudar Abdul a se readaptar à novarotina.

A família de Abdul nunca perdeu as esperanças de encontrar o garoto. - Foto: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas

A família de Abdul nunca perdeu as esperanças de encontrar o garoto. – Foto: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas

Uma cirurgia inovadora conseguiu devolver o olfato e o paladar para pessoas que sofreram com a Covid prolongada. Todos que passaram pelo procedimento relataram melhoras incríveis!

O estudo, publicado na revista Facial Plastic Surgery, foi idealizado por médicos do University College London Hospital NHS Foundation Trust (HCLH), de Londres, no Reino Unido.

A cirurgia, septorrinoplastia funcional (fSRP) é originalmente usada para corrigir desvios do septo nasal e melhorar a respiração. No entanto, o grupo descobriu que a ampliação das passagens nasais contribui para o retorno do olfato.

Paladar voltou

Penelope Newman, de 27 anos, é uma das que passaram pela cirurgia. Segundo ela, seu paladar e olfato “quase voltaram ao normal”.

Antes, ela já havia aceitado que provavelmente nunca mais conseguiria sentir o cheiro ou o gosto das coisas da mesma forma.

“Desde a cirurgia, comecei a gostar de comida e cheiros da mesma forma que costumava gostar. Agora posso cozinhar e comer alho e cebola, e as pessoas também podem cozinhar para mim. Posso sair para comer com meus amigos e familiares”, disse em entrevista ao The Guardian.

Cheiros e sabores

A ideia do procedimento é permitir que mais odorantes, como são chamadas as substâncias responsáveis pelos cheiros, possam chegar a região olfativa do nariz.

Com isso, os médicos conseguem despertar aqueles sentidos do olfato que estavam adormecidos. Segundo o professor Peter Andrews, responsável pelo estudo, a cirurgia aumenta as vias aéreas em aproximadamente 30%.

Logo, há também uma melhora do fluxo de ar para a área olfativa. Foi com esse aumento que eles conseguiram os estímulos necessários para reativar a percepção de cheiros e sabores.

Resultados impressionam

No estudo, 12 pacientes foram submetidos ao procedimento cirúrgico, enquanto 13 continuaram com treinamento olfativo tradicional.

A diferença entre os dois grupos foi muito marcante.

Todos os participantes relataram melhoras, enquanto 40% do grupo que fez apenas o treinamento disseram que o olfato piorou.

No estudo, 13 pacientes foram submetidos ao procedimento. Todos eles apresentaram melhoras. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No estudo, 13 pacientes foram submetidos ao procedimento. Todos eles apresentaram melhoras. – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A primeira motofaixa de Salvador entrou em operação na manhã desta segunda-feira (10). O espaço destinado à circulação de motociclistas foi implantado nos dois sentidos da Avenida Mário Leal Ferreira, conhecida como Avenida Bonocô.

Salvador é a terceira capital do país a ser autorizada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) a implementar a estratégia viária.

A motofaixa foi desenhada entre as faixas 1 e 2, a partir do canteiro central, de cada sentido da Avenida Bonocô. O espaço foi demarcado com linhas tracejadas nas cores azul e branco.

Primeira motofaixa de Salvador entra em operação nesta segunda-feira — Foto: Reprodução/TV Bahia

Primeira motofaixa de Salvador entra em operação nesta segunda-feira — Foto: Reprodução/TV Bahia

Apesar da inclusão da motofaixa, cada sentido da avenida continuará tendo quatro faixas para circulação de veículos. Por determinação da Senatran, para a instalação do espaço, a velocidade máxima na Bonocô passará a ser 60 km/h.

No entanto, nos primeiros 30 dias, a fiscalização será em fase de testes para os condutores se habituarem ao novo limite. Mesmo com espaço segregado, os motociclistas têm de respeitar a velocidade da via.

Mais de dez mortos em 2025

Nos dois primeiros meses de 2025, a Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador) registrou 464 acidentes com motos, que resultaram em 11 pessoas mortas. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 467 batidas, com 18 óbitos.

Em todo o ano de 2024, foram 3.063 acidentes envolvendo motos, com 84 mortos. Se comparado com o total de mortes no trânsito (142 mortes), 59% foram com este tipo de veículo.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), 2024 foi o ano que apresentou a maior da quantidade de motos emplacadas na capital baiana, com 16.851 unidades.

No acumulado dos últimos cinco anos, a frota em Salvador passou de 160.661, em 2020, para 216.338 motos emplacadas até o momento, um aumento de quase 35% nesse tipo de meio de transporte, não sendo contabilizadas as motos de outros municípios que circulam pela cidade.

Dois atores foram baleados após serem confundidos com criminosos na gravação de um filme, na tarde de domingo (9), no bairro de Cosme de Farias, em Salvador. Segundo a Polícia Militar, eles usavam réplicas de arma de fogo sem a devida identificação.

As armas usadas na gravação não tinham pontas em coloração laranja, como é orientado pela legislação federal por se tratar de réplicas. A corporação também não tinha sido comunicada da gravação do filme.

Os dois artistas, que foram atingidos no rosto e na região das nádegas, foram levados para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde estão internados. Não há detalhes sobre o estado de saúde deles.

A PM informou que os agentes da 58ª Companhia Independente (CIPM) foram acionados para dar apoio a equipes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) na Rua São Domingos, que atenderiam uma ocorrência no bairro.

Ao chegarem ao local, os militares encontraram cerca de 10 homens que estariam armados. Os policiais dispararam contra eles, e o grupo correu para se proteger dos tiros.

De acordo com a PM, um dos homens foi alcançado e detido pelos policiais, com duas réplicas de pistola. Aos agentes, ele contou que participava de uma filmagem. Foram encontradas 25 réplicas de armas, como pistolas, submetralhadoras, fuzis e carregadores, além de um rádio comunicador.

A PM explicou que as armas falsas foram apreendidas e levadas para uma delegacia junto com o homem. A TV Bahia entrou em contato com a Polícia Civil para saber se ele foi liberado, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Vítima foi socorrida e levada para o Hospital Geral do Estado, em Salvador — Foto: Alan Oliveira/g1 BA

Vítima foi socorrida e levada para o Hospital Geral do Estado, em Salvador — Foto: Alan Oliveira/g1 BA

Rodrigo Batista, diretor do grupo Fatos de Favela, responsável pelo filme, explicou a situação nas redes sociais. Segundo o profissional, um dos artistas foi atingido no rosto e o outro na região das nádegas.

Conforme Rodrigo Batista, os policiais chegaram no local após o grupo terminar a gravação do filme e retirar os banners que sinalizavam a filmagem.

“Fala, família, quem acompanha a gente sabe que o Fatos de Favela traz a realidade e não quer que ninguém entre e se acabe com as drogas. A gente recolheu os banners e fomos guardar as armas em uma caixa”, relatou.

Segundo o diretor, neste momento os policiais chegaram.

“Os policiais entraram na favela e viram alguns com as armas na mão e foi que ‘deu’ contra a gente. A maioria correu e um conseguiu se esconder, falou que era gravação e os policiais entenderam”, explicou.

Rodrigo Batista admitiu que o grupo errou ao guardar as réplicas das armas no meio da rua.

“Não estou aqui para julgar os atores e os policiais. Os policiais não tiveram culpa, foi um desacerto da gente. Infelizmente fomos guardar as armas airsoft em um local que era passagem, faltou atenção nossa”.

“Graças a Deus ninguém morreu. Um foi baleado no rosto, um na bunda, um torceu o pé e outros conseguiram correr, mas arranharam os pés. Obrigado a todos que se preocuparam com a gente”, concluiu o diretor.

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira (MAC) inaugurou, na noite desta sexta-feira (07), a exposição “Garganta”, da artista Simone Rasslan. A mostra oferece uma experiência imersiva e sensorial, convidando o público, especialmente as mulheres, a explorar a arte de maneira profunda e envolvente, enquanto reflete sobre os silenciamentos históricos que marcaram a luta feminina ao longo do tempo.

“A exposição tem três momentos”, explica Simone. “O primeiro é a abertura, com dois quadros que fazem uma comparação entre a anatomia da laringe e do útero, que possuem semelhanças. Um quadro mostra as asas fechadas e o outro, as asas abertas. A garganta pede para gritar. No segundo momento, a sala é composta por pedras e fios, que dificultam o caminho, representando os padrões e as histórias que ainda dificultam a liberdade da mulher. A terceira sala traz a minha forma de expressão, a pintura, com uma história que vem de outro lugar e que eu transformo na minha própria história”.

De acordo com Simone, o nome “Garganta” surgiu como a primeira palavra associada à ideia de dar voz às sensações provocadas pelo tema.

“Ao longo do ano passado, eu fiz uma vivência da raiva, um processo que envolveu a soltura da garganta, nossa necessidade de gritar e colocar para fora. As mulheres podem ter raiva, ela nos impulsiona, e podemos transformá-la em algo bom, em vez de criar uma doença ao manter esses sentimentos presos. A exposição revela a importância de gritar, falar e romper com o silenciamento que as mulheres enfrentam há tanto tempo. Temos o direito de gritar, de falar e de nos expressar”, afirma a artista.

A instalação conduz os visitantes por três ambientes que representam uma jornada de silenciamento e libertação. Cada sala propõe uma experiência única, levando o espectador a vivenciar, de maneira sensorial, o grito e a liberdade de expressão.

Georgia Pitombo, diretora do Departamento de Atividades Culturais da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), ressaltou o diferencial trazido pela artista. “Simone trouxe um diferencial ao mostrar as mulheres se libertando. Há uma porta com chaves, representando a abertura do caminho para a coragem, para dizer ‘não’ e se libertar. Além disso, na última sala, um tecido branco enorme permite que as mulheres soltem a voz e se sintam livres”.

O secretário de Cultura da Secel, Cristiano Lôbo, destaca a importância da exposição na valorização do papel da mulher e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Essa exposição demonstra a importância de olharmos com mais atenção para as mulheres. O trabalho magnífico de Simone traz uma reflexão profunda sobre o papel da mulher na sociedade, e a relevância dessas guerreiras, que tanto fizeram e fazem, mas continuam enfrentando dificuldades. A sociedade precisa reconhecer o papel fundamental das mulheres”.

O público, que compareceu em grande número ao lançamento, é convidado a entrar no espaço da obra, tocando, sentindo e vivenciando os silenciamentos representados pela exposição.

“Estou muito emocionada”, conta a visitante Juliana Vaz. “Desde o momento em que entrei no Museu e passei pelos espaços, mesmo sem entender o contexto, fui tocada. Depois de compreender o que cada espaço representava, fiquei ainda mais emocionada. Acredito que Simone conseguiu, de alguma forma, colocar a voz de muitas mulheres aqui”.

A curadoria da mostra é assinada por Josane Miranda. A exposição “Garganta” ficará aberta ao público até 23 de abril e marca também a retomada do funcionamento do MAC aos sábados, das 13h às 17h.

“Esta exposição fala muito e é importante que as pessoas venham ver, sentir e conferir cada material exposto aqui”, afirma Josman Lima, Chefe da Divisão de Artes Plásticas e Literatura. “O MAC é uma casa aberta, e muitas coisas boas acontecerão ao longo do ano. A partir de agora, estaremos funcionando também nas tardes de sábado”, completa.

Fotos: Jorge Magalhães

As ações em Saúde para a Micareta 2025 já estão sendo planejadas pela pasta [neste ano, a festa momesca vai transcorrer entre 1º e 4 de maio]. Entre os trabalhos previstos, a montagem de estrutura para atendimentos de urgência e emergência no circuito da festa para foliões e trabalhadores.

Ainda, ações educativas e de fiscalização em Vigilância Sanitária com os ambulantes, camarotes, trios elétricos e carros de apoio; testes rápidos detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs); distribuição de preservativos e mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypti e roedores. 

De acordo com o titular da pasta, Rodrigo Matos, o trabalho da Prefeitura para garantir uma festa segurança para os foliões e trabalhadores começa bem antes da Micareta, se intensifica durante a festa e segue após o seu término. 

“Já demos início às reuniões de planejamento da Micareta 2025. Tudo está sendo organizado para garantir a tranquilidade e segurança dos foliões e trabalhadores”, afirma Rodrigo Matos considerando que “o trabalho antecipado reflete o compromisso da gestão municipal”.

O secretário de Saúde antecipa que será montada uma estrutura que atenda as principais ocorrências no circuito da festa, a exemplo de fraturas, intoxicação por bebidas alcoólicas ou alimentar, crise hipertensiva, tontura, vertigem e cefaleia, entre outras ocorrências.

“Nossas equipes serão mobilizadas e estarão preparadas para acolher a todos, além estarem distribuídas pelo circuito com ações de orientação e fiscalização”, acrescenta Rodrigo Matos.

CEREST – Outro órgão que também estará envolvido na Micareta é o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). 

Neste sentido já estão sendo discutidas as medidas para garantir o acolhimento e segurança do trabalhador – ambulantes, catadores de latinhas, cordeiros, barraqueiros e trabalhadores temporários de camarotes para prevenção de doenças e acidentes relacionados ao trabalho.

O Brasil vive uma crise de saúde mental com impacto direto na vida de trabalhadores e de empresas. É o que revelam dados exclusivos do Ministério da Previdência Social sobre afastamentos do trabalho. Em 2024, foram quase meio milhão de afastamentos, o maior número em pelo menos dez anos.

Os dados, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que, no último ano, os transtornos mentais chegaram a uma situação incapacitante como nunca visto. Na comparação com o ano anterior, as 472.328 licenças médicas concedidas representam um aumento de 68%. (Veja o gráfico abaixo)Background image

Série histórica de afastamentos por saúde mental

➡️ E o que explica o recorde de afastamentos em 2024? De acordo com psiquiatras e psicólogos, é reflexo da situação do mercado de trabalho e das cicatrizes da pandemia, entre outros pontos.

🔴 A crise fez que o governo federal buscasse medidas mais duras. O Ministério do Trabalho anunciou a atualização da NR-1, que é a norma com as diretrizes sobre saúde no ambiente do trabalho. Agora, o tema passa a ser fiscalizado nas empresas e pode, inclusive, render multa. (Leia mais abaixo)

Raio-x dos afastamentos

Os dados solicitados pelo g1 ao Ministério da Previdência Social permitem traçar um raio-x da situação, com a lista de doenças que motivaram os benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).

➡️ O benefício é concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quando o trabalhador precisa se afastar por mais de 15 dias. Para isso, é preciso passar por uma perícia médica, na qual é declarada qual doença justifica a licença.

Em 2024, foram 3,5 milhões pedidos de licença no INSS motivados por várias doenças. Desse total, 472 mil solicitações foram atendidas por questões de saúde mental. No ano anterior, foram 283 mil benefícios concedidos por esse motivo. Ou seja, um aumento de 68% e um marco na série histórica dos últimos 10 anos. (Veja a evolução no gráfico abaixo)Background image

Afastamentos por saúde mental – por transtorno

➡️ O número acima traz a lista de doenças de saúde mental que mais geraram concessão de benefícios por incapacidade temporária. O burnout, por exemplo, não está nessa lista. No ano passado, foram 4 mil afastamentos por esse motivo. Os especialistas explicam que o número tem relação com a dificuldade do diagnóstico.

➡️ Além disso, os dados representam afastamentos e não trabalhadores. Isso porque uma pessoa pode tirar mais de uma licença médica no mesmo ano e esse número é contabilizado mais de uma vez.Background image

Capa – Afastamentos por saúde mental

Procurado pelo g1, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não informou quanto de sua verba foi revertida em assistência à saúde mental. Apesar disso, esclareceu que as pessoas passaram, em média, três meses afastadas, recebendo cerca de R$ 1,9 mil por mês. Considerando esses valores, o impacto pode ter chegado a até quase R$ 3 bilhões em 2024.

  • O cenário por estado

O maior número de licenças está nos estados mais populosos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, proporcionalmente, quando consideramos o número de afastamentos em relação à população, os maiores índices foram registrados no Distrito Federal, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

➡️ Não há uma explicação para o índice de cada estado, mas especialistas lembram que no caso do Rio Grande do Sul, por exemplo, houve uma tragédia: a enchente que matou centenas de pessoas e deixou milhares sem casa, afetando diversas esferas da vida dos trabalhadores.

Intertitulo Perfil das pessoas afetadas

Os dados do INSS permitem traçar um perfil dos trabalhadores atendidos: a maioria é mulher (64%), com idade média de 41 anos, e com quadros de ansiedade e de depressão. Elas passam até três meses afastadas do trabalho.

🔴Por outro lado, não foi possível fazer recortes por raça, faixa salarial ou escolaridade, pois os dados não foram informados pelo INSS.Background image

Perfil das pessoas afastadas

Foto: Luisa Rivas e Thalita Ferraz | Arte g1

🔴 Os especialistas explicam que mulheres são a maioria por fatores sociais: a sobrecarga de trabalho, a menor remuneração, a responsabilidade do cuidado familiar e a violência:

  • mulheres ganham menos que homens em 82% das áreas, segundo levantamento do IBGE.
  • Total de casos de feminicídio cresceu 10% nos últimos cinco anos.
  • mulheres foram as mais afetadas pela crise, com maior índice de desemprego e trabalho não remunerado, segundo pesquisa publicada pela revista científica “Lancet”.

“Esse padrão social sobre as mulheres gera sobrecarga. Ao mesmo tempo, elas têm salários menores e são, muitas vezes, as responsáveis financeiras pela casa. Ou seja, ainda tem toda essa pressão, que foi ampliada com toda a crise na pandemia”, disse o psiquiatra Arthur Danila, pesquisador sobre ansiedade na Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o último Censo, as mulheres mantêm financeiramente 49,1% dos lares brasileiros. Isso significa 35 milhões de famílias pelo país. E a maioria está na faixa etária a partir de 40 anos, a mesma idade média dos afastamentos.

“Isso é uma tragédia social anunciada. É a mulher que hoje provém boa parte das casas no país, e essas mulheres estarem neste nível de estafa é um risco econômico. As famílias podem ficar desabastecidas e o consumo diminuir”, diz Thatiana Cappellano, mestre em ciências sociais e consultora sobre trabalho.

Por outro lado, a mulher também pede mais ajuda, e é mais aberta a procurar soluções nos consultórios médicos. Esse é um fator que facilita o diagnóstico desses tipos de transtornos, explica o psiquiatra Wagner Gattaz, especialista em saúde mental no ambiente de trabalho.

“Desde a pandemia, fala-se mais de saúde mental. Então, médicos que antes não tinham o olhar para esse diagnóstico, agora tem”, afirma.

Cresce o número de mulheres à frente dos lares, diz CensoBackground image

Intertítulo – O que causa o número recorde

Foto: Thalita Ferraz | Arte g1

🔴 Os transtornos mentais são multifatoriais e não há uma explicação única para o que está acontecendo. Especialistas ouvidos pelo g1 destacam algumas questões, entre elas as cicatrizes da pandemia. Algumas delas são:

  • ➡️ O luto pós pandemia, que causou mais de 700 mil mortes.
  • ➡️ Estresse emocional após a crise, com anos de isolamento.
  • ➡️ Insegurança financeira com o aumento do custo de vida. De 2020 até 2024, o preço dos alimentos subiu 55%. (Leia mais aqui)
  • ➡️ Aumento da informalidade;
  • ➡️ E o fim de ciclos. Na pandemia, por exemplo, houve um aumento de 16% nas separações.

“A vida voltou ao ‘normal’, mas de uma forma diferente. Foram mudanças abruptas, em meio a um cenário de estresse em que as pessoas não sabiam nem se iam sobreviver. Foi preciso sair do modo ‘emergência’ para perceber a repercussão disso”, explica o psiquiatra Arthur Danila.

Ao longo da crise, pesquisas mostravam já em 2020 que ela poderia deixar sequelas emocionais, aumentando os quadros de transtornos: é o que os especialistas chamavam de “quarta onda da Covid-19”. Com isso, o tema passou a ser mais debatido.

“As sequelas emocionais são o principal motivo, mas há também a percepção e diagnóstico dessas doenças. As pessoas sabem mais e, na linha de frente, os médicos conseguem entender melhor o que é uma crise de ansiedade, ou um desânimo fora do comum que pode ser uma depressão”, pontua Wagner Gattaz, da USP.

Background image

Os rostos por trás dos números

Amanda Abdias, de 28 anos, se afastou do trabalho no ano passado depois de anos trabalhando em três empregos para conseguir pagar as contas pós pandemia. O marido dela havia sido demitido e não conseguiu se recolocar e ela acabou absorvendo a demanda financeira.

Ela se manteve em tripla jornada até 2024, quando chegou a um ponto em que não conseguia mais gerenciar as demandas, se percebeu com crises de ansiedade e precisou parar.Background image

Frase Amanda – Ansiedade

Foto: Luisa Rivas | Arte g1

No caso de Marcela Carolina, de 44 anos, ela convive com a depressão há mais de 20 anos. Ela explica que isso a afetou em várias áreas, inclusive no trabalho, porque em muitos momentos se tornou incapacitante.Background image

Frase Marcela Carolina

Foto: Luisa Rivas | Arte g1

🔴 Marcela ainda tem um agravante: ela é uma mulher negra. Segundo especialistas, o racismo é um complicador para os transtornos mentais na população negra. Dados do Ministério da Saúde, o número de suicídios é 45% maior entre pessoas pretas e pardas, em comparação às brancas.

Beatriz de Oliveira convive com a ansiedade há mais de dez anos, mas a doença chegou a um ponto que a impediu de trabalhar depois da pressão financeira. Ela saiu da casa dos pais na Bahia para viver em São Paulo. Morando em uma quitinete, com medo de perder o emprego e não ter como pagar as contas básicas, ela conta que presenciou o próprio colapso.Background image

Aspas Beatr

Foto: Luisa Rivas | Arte g1Background image

Intertítulo – Impacto no mercado de trabalho

As histórias mostram os rostos por trás da estatística e confirmam o impacto dos transtornos mentais no mercado de trabalho: a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 12 bilhões de dias úteis sejam perdidos globalmente, todos os anos, devido à depressão e ansiedade. Isso representa uma perda de US$ 1 trilhão por ano.

Segundo Thatiana Cappellano, pesquisadora sobre os transtornos mentais no contexto do trabalho, a pandemia expôs ambientes tóxicos, que se tornaram ainda mais estressantes, e sobrecarregou trabalhadores, culminando nos dados que vemos hoje.

“Muitas pessoas foram demitidas, e as que ficaram aumentaram terrivelmente a intensidade do trabalho. Quando a pandemia acabou, isso não regrediu. Todo mundo continua trabalhando no mesmo ritmo acelerado, só que talvez a gente não tenha estrutura psíquica e física para suportar esse ritmo por tanto tempo”, avalia Thatiana.

Repensar cenáriosouvir os colaboradores e criar estratégias para lidar com o cenário foi uma necessidade na Coris Seguro Viagem. Representantes da empresa contaram ao g1 que precisaram demitir trabalhadores durante a pandemia por causa da crise no setor de turismo.

Com isso, as demandas se acumularam e foi notado um aumento nos atestados entregues por questões relacionadas à saúde mental já em 2022.

“Apesar de não termos afastamentos longos, por mais de 15 dias pelo INSS, tivemos um grande número de atestados com CID de motivos psicológicos. Isso acendeu um alerta”, explica Bruno Venâncio, diretor jurídico e de recursos humanos da Coris.

Nas pesquisas internas, eles identificaram que as licenças tinham como motivos: luto por perda de familiares, pânico pelo medo de pegar o vírus, impactos por problemas financeiros e jurídicos, além das mudanças na rotina familiar com o isolamento social.

A empresa decidiu repensar a estratégia, passou a oferecer apoio psicológico, benefício de academia e orientação financeira e jurídica para funcionários. O resultado foi a melhora no ambiente de trabalho e, consequentemente, queda no número de afastamentos.

Para não depender apenas de iniciativas e também cobrar mais responsabilidade dos gestores, o governo anunciou a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que apresenta as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho.

Com as atualizações, o Ministério do Trabalho passa a fiscalizar os riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), o que pode, inclusive, acarretar em multa para as empresas caso sejam identificadas questões como:

  • metas excessivas
  • jornadas extensas
  • ausência de suporte
  • assédio moral
  • conflitos interpessoais
  • falta de autonomia no trabalho
  • condições precárias de trabalho

Segundo Viviane Forte, coordenadora geral de fiscalização em segurança e saúde no trabalho do MTE, a ideia da atualização é trazer mais clareza sobre o tema saúde mental dos empregados e os critérios vão ser exigidos independentemente do tamanho da empresa.

“Caso os riscos sejam identificados, será necessário elaborar e implementar planos de ação, incluindo medidas preventivas e corretivas, como reorganização do trabalho ou melhorias nos relacionamentos interpessoais”, explica a coordenadora.

A fiscalização será realizada de forma planejada, através de denúncias que são encaminhadas ao Ministério. Empresas de teleatendimento, bancos e estabelecimentos de saúde são prioridades por conta do alto índice de adoecimento mental.

As inspeções, que são feitas por auditores-fiscais, verificam o local de trabalho e dados de afastamentos por conta doenças ou acidentes, rotatividade de funcionários, conversam com trabalhadores e analisam documentos para identificar possíveis situações de risco.

Caso sejam encontrados episódios que justifiquem o adoecimento mental dos trabalhadores, pode ser aplicada uma multa que varia entre R$ 500 a R$ 6 mil por cada situação. Além disso, o empregador vai ter um prazo para ajustar o formato de trabalho e evitar mais afastamentos.

As ações adotadas pelas empresas vão ser monitoradas pelo Ministério do Trabalho. Para dar conta de tamanha demanda, o órgão vai contratar 900 novos auditores fiscais do trabalho por meio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).

No entanto, o ministério não informou como vai estabelecer uma rotina de fiscalização que possa incluir essa demanda, o que faz com que especialistas questionem se a medida pode mesmo ser uma iniciativa para endurecer a cobrança.

“Isso não garantirá um quadro melhor na saúde dos trabalhadores. Existe uma série de normas técnicas reguladoras sobre a saúde ocupacional, mas continua tendo altos índices de afastamento por acidente de trabalho ou doença ocupacional”, explica Thatiana.

Segundo a especialista, a atualização feita pelo Ministério do Trabalho é uma forma de colocar o assunto em alta. Porém, como todas as outras normas técnicas e regulamentares, isto não altera efetivamente o quadro caso não haja uma mudança por parte das empresas.

Artes: G1

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), apresentou nesta segunda-feira (10), três novos secretários e um superintendente na estrutura da gestão municipal.

A mudanças atingem as secretarias de Ordem Pública (Semop), Gestão (Semge), e a Superintendência de Trânsito (Transalvador). Também foi anunciado quem vai assumir a Secretaria do Mar, criada com objetivo de focar no potencial náutico da Baía de Todos-os-Santos.

Veja abaixo as mudanças:

Alexandre Tinôco é o novo secretário de Gestão (Semge) — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Alexandre Tinôco é o novo secretário de Gestão (Semge) — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

👉Alexandre Tinôco saiu da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e assumiu a Secretaria de Gestão (Semge);

A Semge, agora comandada por Alexandre Tinôco, estava sem secretario desde a saída de Rodrigo Alves, anunciado como Secretário da Saúde (SMS), no dia 10 de fevereiro. O ex-titular da Semop estava desde junho de 2023 no órgão. Ele também foi diretor de fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).

Décio Martins é o novo secretario de Ordem Pública — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Décio Martins é o novo secretario de Ordem Pública — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

👉 Décio Martins se despediu da Superintendência de Trânsito (Transalvador) e é o novo secretário de Ordem Pública;

Décio Martins ocupava o cargo de superintendente de trânsito desde janeiro de 2023. Ele também já foi secretário de Saúde (SMS) e subsecretário de Promoção Social (Sempre).

Diego Brito é o novo superintendente da Transalvador — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Diego Brito é o novo superintendente da Transalvador — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

👉 Diego Brito deixou a chefia de gabinete do presidente da Câmara Municipal é o novo superintendente da Transalvador;

Andrea Mendonça foi escolhida como secretária do Mar. — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Andrea Mendonça foi escolhida como secretária do Mar. — Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

👉 Andrea Mendonça foi escolhida como secretária do Mar

A nova secretária do Mar comandou a pasta de Cultura e Turismo de Salvador até janeiro de 2023, quando passou a chefiar a área de Relações Institucionais e Internacionais, na secretaria do gabinete do prefeito.

Mendonça também já foi secretária de Agricultura e da Junta Comercial da Bahia.